Quando pela desvalorização das mudanças climáticas, capitalistas se livram das responsabilidades. Quando por medidas palhativas tenta-se remendar buracos em nosso floresta, as novas gerações devem responder a plenos pulmões – aproveitar enquanto eles ainda estão cheios de oxigênio – e defender sua terra mãe. Basta!
Constantemente, organismos internacionais vêm questionando a validade dos alertas ambientais recentes. E com isto, céticos procuram se isentar e neutralizar dados que afirmam, por exemplo, o fato da palha da cana seca contribuir para o aquecimento ao ser queimada para facilitar o corte.
Enquanto as Nações Unidas afirmam que o etanol brasileiro não desmata e é sustentável, por outro lado este processo de queima no corte da mesma é reconhecido internacionalmente o vilão do aquecimento global. Estima-se que a palha seca contenha 45% de carbono.
Um dos piores pesadelos dos climatologistas é a possibilidade do aquecimento global causar a liberação dos imensos estoques de carbono guardados nos solos, o que provocaria um aumento acelerado das temperaturas do planeta. Pois bem – até onde se sabe – isso já está acontecendo. Portanto, é inaceitável abandonar as pesquisas que nos anteciparão os resultados desse.
A incredulidade que inviabiliza certas pesquisas, pode causar mortes. Visto que prejuízos econômicos, políticos e, principalmente, sociais poderiam ser atenuados com a previsão dos efeitos do aquecimento, e seus resultados práticos. Em números, o deslocamento de 150 milhões de pessoas – os futuros “refugiados do clima” – pode ser evitado ou ao menos abrandado.
A princípio, o necessário é admitir que existe a possibilidade de tomar atitudes para contornar as previsões. A disponibilidade financeira não é grande impedimento, e sim o comprometimento individual e conseqüentemente geral. Não há mais como apenas atuar uma falsa responsabilidade social, a população está cada vez mais atenta. A obrigação sustentável deve ser progressivamente real e ativa.